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sábado, 27 de abril de 2013

Tempo de mudança



Comecei há uns dias e muito lentamente a não querer perceber mas a sentir que estou em fase de readaptação.
Apercebi-me que existem novas realidades na minha vida. Não sei se são boas se são más, sei que tenho de me adaptar e de aceitar os novos caminhos que se abrem bem na minha frente, deixando que outros se fechem debaixo dos meus pés. Andar para a frente significa isso mesmo.
Eu nunca fui muito dado a mudanças, nem nunca gostei de deixar de ter umas coisas para ter outras. Prefiro sempre as anteriores, por medo ou pelo que for! As antigas, eu já conheço!
Mas já vou mais longe do que queria. Ora mudar para pior, não obrigada, mudar por mudar também não me apetece, mudar porque tem de ser, pois… Deve ser por aqui.
Sempre me adaptei bem a todas as fases da vida. Houve umas, um bocado mais difíceis do que outras, nessas estrebuchei, mas elas foram passando e eu fui vivendo o melhor que pude dentro de cada realidade.
A mais difícil de passar foi, sem dúvida, aquele passado . Crescer nunca foi fácil para mim. A partir dai, tudo correu sobre rodas, um bocadinho mais um bocadinho menos, mais ou menos acompanhado.
Pensei, com algum alívio, que nunca mais tivesse de pensar em crescer outra vez. Mas lá está, esse bichinho dá cabo de nós, e ao contrário do que eu pudesse imaginar, aí está ele outra vez a azucrinar-me o espírito.
Só que agora a realidade é outra, a nossa rede de segurança deixou de existir, estamos por nossa conta e sabemos que dependemos de nós mesmo. Isso é bom, pois temos na mão aquilo que queremos e se não o temos é porque não nos dedicamos a te-lo. 
A vida é mesmo assim e a mudança faz parte dela. 

"Escrevo porque não sei falar do que vejo, não sei explicar o que oiço, não sei dramatizar o que sinto. Escrevo porque ainda tenho calafrios no coração, porque perdi a ilusão, escrevo porque desisti de falar o que a boca não consegue dizer. Escrevo porque nada me resta, escrevo porque me faz viver.."