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"O Amor conquistado As Batalhas vencidas A tristeza perdida

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Quando entramos na Batalha da Vida




A nossa qualidade de vida depende  muito de como estamos nela e de como a conseguimos ver. Nuns momentos é de uma forma, noutros é de outra, há dias mais felizes e dias menos, há fases e fases, há momentos.
A vida é uma linha recta que quando se começa não há forma de dar a volta e voltar atrás, mas há certamente forma de lhe dar a volta e seguir em frente.
Não é a toa que se diz que só damos valor às coisas quando as perdemos.
A vida geralmente dá-nos uma segunda hipótese na sua sequência.
Este momento chega quando nos confrontamos com a morte, seja ela de que maneira for. É aqui que percebemos finalmente o quão importante ela é, e tudo o que ela nos pode dar.  Numa primeira fase o mundo cai-nos em cima, mas a seguir à tempestade vem a Bonança. Deixamos finalmente de dar importância a coisas que anteriormente seria impensável, passamos a ser muito mais seletivos nas nossas escolhas e companhias, não compramos guerras, damos muito mais atenção à beleza que nos rodeia, passamos a contar mais connosco próprios. Finalmente faz-se luz e voltamos a nascer.
É claro que tudo se intensifica, os sentidos ficam à espreita, os instintos amadurecem, os sentimentos ficam à flor da pele, as emoções são mais fortes, o choro  fica fácil e as gargalhadas soltam-se aos sete ventos. Os medos antigos atenuam-se, as palavras saem com outra sabedoria, os pensamentos fluem noutras direções.
Mas nem tudo são rosas, os picos existem, os medos são outros, a facilidade de lidar com eles é que muda.

"Escrevo porque não sei falar do que vejo, não sei explicar o que oiço, não sei dramatizar o que sinto. Escrevo porque ainda tenho calafrios no coração, porque perdi a ilusão, escrevo porque desisti de falar o que a boca não consegue dizer. Escrevo porque nada me resta, escrevo porque me faz viver.."